3 comportamentos consumistas que fazem seu dinheiro ir embora

05 de julho | 2022

Ô-lá Me Poupeiras e Me Poupeiros! 

As crenças são as nossas verdades diante do mundo, portanto, se acredito, logo aquilo se torna real. 

Mas você já pensou como as suas crenças limitantes, essas “verdades”, podem estar te impedindo de enriquecer? E digo mais, essas crenças agem como comportamentos e fazem o seu dinheiro dizer “tchau, tchau” a você? 

Quer entender quais são esses comportamentos sabotadores? Bora descobrir no texto de hoje. E lembre-se: qualquer identificação é mera coincidência (ou não).

1. Se recompensar em excesso

Você já se pegou usando algumas destas frases?

“Eu tive um dia difícil, eu mereço esse chocolate (bolo, vinho, roupa ou qualquer outra coisa)?”
“É só um dia, eu vou me permitir”
“Esse mês foi tão estressante, eu mereço comprar isso”
“É só um lanche, não vou ficar pobre por isso”. 

Se a resposta foi sim, liga o alerta vermelho! 🚨

O nosso cérebro possui um sistema de recompensa, em que diferentes regiões cerebrais são ativadas (como por exemplo, córtex pré-frontal e o núcleo accumbens), no qual é responsável pela sua sensação de prazer e bem-estar, isso é, quando você se “recompensa” após ter um dia difícil, está construindo um padrão comportamental. É como se você dissesse para o seu cérebro “Hey amigo, tivemos um dia difícil e por isso, vou te recompensar e tudo vai ficar bem”. 

Desta forma, é natural que você sinta uma sensação de alívio e bem-estar após ganhar a sua recompensa. Agora, pensa comigo, o que você acha que o seu cérebro vai preferir, fazer esforço para se sentir melhor ou comer aquele chocolate e instantemente sentir prazer? 

Vou te dar um spoiler, seu cérebro sempre irá escolher o caminho que economiza energia, isso é, o que vai te dar mais prazer e mais rápido. Portanto, se recompensar a cada exceção pode construir a sua regra, e isso será um grande sabotador da sua vida financeira.

2. Negação 

A negação é um mecanismo de defesa descrito por Freud, que pode ocorrer de duas maneiras: negação da realidade (a conta não está no negativo) ou negação de um pensamento ou desejo (eu não quero melhorar financeiramente). A negação como defesa age como uma forma de proteção ao sofrimento psíquico. Frequentemente, acontece de forma inconsciente (não intencional). 

Porém, se você quer ser rica (o) nessa encarnação, precisa enxergar a realidade tal como é, quanto mais você usar como defesa a negação mais distante estará da realização das suas metas e objetivos. Porque seu comportamento pode não corresponder à realidade e isso vai impactar diretamente nas suas decisões financeiras. 

Ligue o alerta ao se deparar com pensamentos como: 

“isso não está acontecendo comigo”;
“eu não quero isso”;
“eu não estou passando por dificuldades financeiras”;
“eu não preciso fazer renda extra”;
“fazer essa compra não vai piorar a situação”. 

Para construir o seu patrimônio você precisará enxergar a realidade, analisar as suas decisões e principalmente, acreditar que é possível enriquecer licitamente. Como disse Zygmunt Bauman: “para evitar a catástrofe, primeiro é preciso acreditar na sua possibilidade. É preciso acreditar que o impossível é possível. Que a possibilidade sempre espreita, inquieta, debaixo da carapaça protetora da impossibilidade, esperando o momento de irromper.” 

Para colocar em ação a mudança, precisamos entender o que devemos mudar, quais são as fragilidades. Olhe para si mesma (o) com mais perguntas, se questione quantas vezes os comportamentos listados estão presentes dentro de uma semana e se você se identificou, eu sei que vai ter gerado um desconforto e está tudo bem, mas veja isso como a oportunidade de fazer diferente.

3. Impulsividade

Você alguma vez foi atraída (o) pela placa com as letras em vermelho (quase reluzente) escrito “PROMOÇÃO” e entrou na loja? 

Ao entrar na loja, vem um vendedor e instantemente começa a falar sobre aquela ultra promoção, que será somente naquele dia, que o produto é maravilhoso e está “só” metade do preço e que você não pode perder aquela “oportunidade”. Você ao ouvir tudo isso rapidamente chega à conclusão de que “UAU, vou comprar! É uma excelente ‘oportunidade’ e gasta um dinheiro que não estava planejado? 

Pois então! Esse é o exemplo de uma compra impulsiva. Você não havia planejado, não carimbou o dinheiro, foi atraído pela ideia da promoção, se jogou na compra e nem pensou sobre aquele gasto. Mas, se você gastou um dinheiro que não estava carimbado, de onde será que ele saiu? Certamente foi uma das suas metas, das suas despesas mensais ou ainda pior, do seu cartão de crédito. 

Ah e se ao ler até aqui, você pensou: “Mas Daiane, era uma promoção só naquele dia e foi só uma vez”. Será necessário voltar ao tópico 1 deste texto. 

Quando compramos por impulso, sem haver um planejamento, ainda assim, será prazeroso e seu cérebro estará eufórico, seus neurotransmissores (por exemplo, serotonina e dopamina) estão vibrando e liberando altas doses no seu organismo, contudo, quando você percebe as consequências da sua ação, todo o prazer momentâneo pode se tornar um pesadelo e a culpa tende a bater na sua porta. 

Portanto, esteja atenta (o) aos seus comportamentos impulsivos – se questione ao desejar comprar algo e utilize a metodologia que a nossa musa das finanças ensinou QUE – ME – PRE – PO – DE (https://mepoupe.com/dicas-de-riqueza/estacao-emocoes-expresso-2021/). 

E lembre-se: antes de agir você precisa respirar profundamente e pensar. Afinal, você lidará com as consequências das suas escolhas.

E aí, você se identificou com algum destes comportamentos? 

Até a próxima! 

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